Embora não tenha tido uma atuação empolgante no empate por 0 a 0 com Portugal, sexta-feira, em Durban, a seleção brasileira dominou a maior parte do jogo, válido pelo Grupo G da Copa do Mundo. Tanto que teve 61% de posse de bola, contra 39% do rival. Só que mesmo assim, Daniel Alves e Julio Baptista não conseguiram substituir à altura o machucado Elano e o suspenso Kaká.A bola até que passou bastante por eles, mas as boas jogadas foram raras. Julio Baptista, por exemplo, só conseguiu criar uma chance de perigo para o Brasil aos 37 minutos do primeiro tempo. Tarde demais para quem tinha a missão de ser o cérebro do meio-campo. É verdade que Kaká ainda não está no auge de sua forma física, após lesão muscular, mas o camisa 10 é mais decisivo.
- Independentemente de quem entra, todos estão ali para ajudar o Brasil. Eu tentei fazer de tudo, mas Portugal estava fechado demais. O importante agora, nas oitavas de final, é não errar mais – analisou Julio Baptista.
Lateral-direito de origem, Daniel Alves se destacou alguma vezes assumindo a função de Elano, autor de dois gols e de uma assistência neste Mundial. Mas na última sexta-feira, o camisa 13 esteve em um dia atípico, bem abaixo daquilo que todos esperam. Escanteios mal batidos, erros bobos de passe e finalizações mascadas nortearam a atuação do jogador do Barcelona.
- O Brasil sempre tem qualidade. E os jogadores que entraram nesta partida procuraram aproveitar a oportunidade e fizeram bom trabalho – defendeu Maicon.
No primeiro tempo, Daniel Alves até que participou mais do jogo, dando até uma das cinco finalizações brasileira a gol no jogo. Por outro lado, Julio Baptista esteve bem discreto. Na etapa final, a discrição do meia contagiou o lateral/meia, que conseguiu piorar ainda mais sua atuação, com seguidos erros no campo de ataque. Alguns deles até propiciando contra-ataques aos portugueses.
As estatísticas da Fifa, por outro lado, apontam bom aproveitamento de ambos nos passes. Julio Baptista acertou 80%, e Daniel Alves, 76%. Mais do que a média de Kaká (78%) e Elano (62%) nos jogos anteriores. Só que com um porém: os titulares deram assistências e jogaram mais para frente. Os reservas que atuaram diante de Portugal abusaram do toque de lado. Irritando até mesmo Dunga.
Por várias vezes, o comandante da seleção brasileira esbravejou do banco de reservas, reclamando da postura verde e amarela. Agora, o Brasil volta a campo na segunda-feira, pelas oitavas de final, contra o Chile, no Ellis Park, em Joanesburgo.

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