Nada de Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Roberto Carlos e outros medalhões. O técnico Mano Menezes seguiu à risca a "sugestão" do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de renovar a seleção brasileira, após o fracasso na Copa da África. Ontem, em sua primeira convocação, chamou dez estreantes, entre eles quatro jogadores desconhecidos do grande público para o amistoso contra os Estados Unidos.
Minutos após Mano ler a lista, muitos jornalistas buscavam informações sobre o zagueiro David Luis, do Benfica, o meia Ederson, do Lyon, o goleiro Renan, do Avaí, e o lateral Rafael, do Manchester United. Além desses, o goleiro Jefferson, o zagueiro Réver, os meias Paulo Henrique Ganso e Jucilei, e os atacantes Neymar e André vão vestir pela primeira vez a camisa da seleção principal.
Em agosto de 2006, o técnico Dunga enfrentou o mesmo clamor para renovar um time que havia decepcionado no Mundial da Alemanha. Na época, em sua primeira convocação, chamou apenas cinco estreantes - o atacante Daniel Carvalho, o volante Jônatas, o lateral-esquerdo Marcelo e os meias Morais e Wagner - para o amistoso contra a Noruega.
Embora tenha suas convicções, Mano não quis fechar as portas para nenhum atleta. "Naturalmente as coisas vão acontecer em um trabalho longo. Quem se acha em condição de fazer parte do grupo da seleção, que continue seu trabalho. Se fizer bem feito, terá oportunidade", avisou.
Com sutileza, deixou a entender que vai dar preferência aos mais jovens. "Temos de respeitar a idade, porque ela vai chegando e vai tirando algumas condições. A fila anda", comentou.
Mano passou o sábado inteiro, a manhã de domingo e boa parte da segunda-feira para fechar a lista. Só parou de pensar na montagem da seleção durante o jogo que marcou sua despedida do Corinthians, contra o Guarani, na noite de domingo.
"É difícil chegar num consenso. Trabalhei muito para diminuir a margem de erro", explicou o treinador.
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