11 de agosto de 2010

Para Kaká, proposta da Tam pode causar guerra

“A idéia de liberalização da taxa de serviço (a DU) será muito prejudicial para as agências de viagens e também para o consumidor e criará uma guerra de mercados”, enfatizou o presidente da Abav Nacional, Carlos Alberto Amorim Ferreira, Kaká, sobre a proposta apresentada hoje pela Tam, em reunião de presidentes da entidade, em São Paulo.

Os dirigentes abavianos seguem reunidos para formular uma contraproposta que atenda a ambos os lados e aos consumidores e ratificaram que não concordam com a nova forma de comercialização indicada pela Tam, que sugere a flexibilização da DU, sugerida pelo Ministério Público, por suspeita de formação de cartel (já que a DU é fica em R$ 30 ou 10%). A Tam sugere que cada agência cobre um valor por sua remuneração. A Abav quer contestar o MP, mostrando que há diferenças de tarifas, devido às classes tarifárias existentes em casa voo e a DU é a remuneração do agente, que deve ser igual para evitar guerra de mercado, com prejuízo às pequenas agências.
“Não concordamos com a ideia apresentada e vamos tentar dialogar para reverter alguns pontos”, anunciou Kaká.
A flexibilização da taxa de serviços na emissão de bilhetes domésticos a partir de janeiro de 2011 também é um desejo da companhia aérea, assim como a igualdade nas comissões GR, referentes às vendas ao governo, em 6% e 7% para bilhetes domésticos e internacionais, respectivamente.
Os presidentes também reclamaram da diferença de preço entre a venda no site da Tam e nas agências, pois o portal não cobra a DU. Segundo a Tam, as tarifas para os agentes e as disponíveis no portal são as mesmas. A diferença está no valor que o agente cobrará por sua remuneração, hoje em 10% (valor da DU) e em breve variável (pela proposta apresentada hoje).

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