18 de junho de 2010

Copa do Mundo: Robinho garante que Kaká decide qualquer jogo

O 10 vestindo 11. A inversão numérica é possibilidade real desde que Robinho fez o papel de Kaká diante da Coreia do Norte. Dunga disse não, bancou Júlio Baptista, mas o atacante matou no peito e assumiu a nova responsabilidade na maior categoria. “Para mim, não tem problema nenhum se eu tiver que jogar mais atrás, na posição do Kaká. Eu já joguei nessa posição”.



Um pelo outro? O Brasil está melhor servido com os dois. Robinho garante: ‘Kaká decide qualquer jogo’



Robinho lembrou que, no Santos, ao lado de Neymar e André, precisa voltar pra buscar a bola no meio. Mas foi com Luís Fabiano e Nilmar que a coisa funcionou. Coma saída de Kaká, o camisa 11 virou armador e deu passe milimétrico pra Elano fazer o segundo da Seleção.


CALMA!


Só que é bom conter a euforia. Apesar de muito melhor fisicamente, Robinho fez questão de dizer que: “Kaká, quando está bem, decide qualquer jogo”. Sabe que o Brasil depende da qualidade do camisa 10. Jogar por ali é só alternativa numa possível ausência do meia do Real Madrid.


E surge como tendência que se desenha bem mais provável que a entrada de Júlio Baptista. Resta vencer a teimosia do treinador. Júlio foi figura importante nesses quase quatro anos de Dunga à frente da Seleção. Ele não esquece o risco e o chute certeiro contra a Argentina, na Copa América de 2007.


INDÍCIO


Tudo vai depender das circunstâncias de cada jogo, já disse o comandante canarinho. Mas Robinho dá a pista. “O Dunga treinou isso. Na Seleção, mesmo com dois atacantes, eu recuo pra tentar a tabela com o Kaká”. Se o garoto tá badalado a ponto de ser cogitado para a vaga da estrela do time, imagine que ele ainda pode fazer mais. “Joguei bem, mas sei que posso melhorar”.


Brasil e Costa do Marfim no 1º encontro


A Copa do Mundo da África do Sul reservou ao Brasil dois jogos inéditos nas duas primeiras rodadas. A Costa do Marfim está longe de ser a incógnita que foi a Coreia do Norte, mas é outra seleção que o Brasil nunca enfrentou em Mundiais.


E apesar de estilos totalmente distintos, a preocupação brasileira é a mesma: com a retranca. A Costa do Marfim mostrou duas linhas de quatro marcadores bem eficientes contra Portugal. E partiu rápido nos contra-ataques.


“A Costa do Marfim tem jogadores de muita qualidade. Eles estão nos maiores clubes do mundo. E tenho certeza que eles vão buscar a classificação para entrar na história do país”, lembrou Nilmar. Na última rodada do Grupo G, o primeiro adversário que o Brasil já enfrentou. Contra Portugal, foram 12 vitórias, 4 derrotas e 2 empates.

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