Drogba ofusca Kaká e Robinho, mas Luís Fabiano rouba a cena
Se na partida contra a Coreia do Norte, na estreia brasileira na Copa do Mundo de 2010, o Brasil viu o Ellis Park, em Joanesburgo, completamente ao seu favor, no Soccer City a seleção de Dunga encarou a primeira torcida contra. Acostumados a ocuparem sozinhos o posto de estrelas nos jogos da seleção, Kaká e Robinho foram muito ovacionados, mas o atacante Didier Droga, do Chelsea e da Costa do Marfim, não ficou atrás.
O marfinense até chegou a superar os astros brasileiros com a bola rolando. A cada toque, a torcida se manifestava, o que só acontecia com o time de Dunga em jogadas mais perigosas. Antes do jogo, quando os alto-falantes anunciavam as escalações, chegou a haver uma vaia discreta ao técnico brasileiro e aplausos divididos para os craques em campo. O sueco Sven Goran-Eriksson, que comanda a Costa do Marfim, passou em branco.
Embora a maioria dos lugares do gigantesco estádio estivessem tomados por torcedores de camisa amarela, quem vestia a cor laranja também fazia barulho suficiente para incomodar, bem como as incessantes vuvuzelas, que só permitiam ouvir ao fundo o canto de “Brasil” ao som de tímidos tambores.
A noção de que havia torcida para ambos os lados ficava mais nítida a cada falta mais próxima da área brasileira, ou africana. Mas a partir dos 15 minutos, os tambores sul-americanos começaram a ecoar com mais intensidade. Dez minutos depois, o artilheiro que não marcava pela seleção desde setembro de 2009 roubou as atenções. Com o gol, foi Luís Fabiano, e não Kaká ou Robinho, quem ofuscou o brilho de Drogba.
Nenhum comentário:
Postar um comentário